Porque a vida é um poema contínuo...

Porque há coisas que guardo no meu sótão e quero partilhar: a minha descoberta diária como teólogo, o que me impressiona, a minha pesquisa pelo Homem, de lanterninha na mão, ao meio dia, qual Diógenes... Este blog é um motor de busca: busca de mim, busca dos outros - de ti, busca do Homem, busca de Deus.

AQUI ESCREVE-SE, TEIMOSAMENTE, SEGUNDO O ACORDO ORTOGRÁFICO DE 1945. E ESPERA-SE QUE SEJA POSSÍVEL CONTINUAR A FAZÊ-LO POR MUITOS MAIS ANOS.

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Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012

Os filhos de Raquel

 כֹּה אָמַר יְהוָה קֹול בְּרָמָה נִשְׁמָע נְהִי בְּכִי תַמְרוְּרִים רָחֵל מְבַכָּה עַל־בָּנֶיהָ מֵאֲנָה לְהִנָּחֵם עַל־בָּנֶיהָ כִּי אֵינֶנּוְּ
«Ouvem-se, em Ramá, lamentações
e amargos gemidos.
É Raquel que chora, inconsolável,
os seus filhos que já não existem.»
Jr 31, 15

Disseste-me que pessoas como eu
já não existem.

Então
sou eu mais um dos filhos que Raquel chora.
E sinto-me bem com isso.

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